Perdi a capacidade de me indignar, lamento, mas em compensação ainda acho algumas coisas no mínimo engraçadas. Por exemplo, me trazem às gargalhadas frases feitas e imbróglios armados por quem claramente se beneficia da opinião dada. Sempre acreditei que opiniões visam enriquecer um contexto e não trazer benefícios unilaterais e neste aspecto, quando leio sites ou autores de direita falando mal da esquerda e vice-versa me questiono qual a real intenção daquele ou aqueles indivíduos durante tal ação.
Por mais que tentem me vender a idéia de que ladrão e qualquer outra coisa sejam sinônimos, ladrão pra mim será sempre ladrão, independentemente de ser de esquerda, direita, centro ou seja lá o que ainda se venha a inventar, como os tais dos democratas por exemplo. Governos neoliberais se sucederam neste país e nada fizeram, muito pelo contrário, utilizaram um poderoso conhecimento de macroeconomia para maquiar as contas públicas, cresceram de forma vergonhosa, aumentaram assustadoramente nossa dívida interna em troca de uma sensação passageira de estabilidade e roubaram, roubaram muito, com a aquiescência desta mesma mídia que hoje aponta o dedo em direção àqueles que os sucederam a qual calou-se, calou-se repito porque simplesmente a sua opinião é condicional às vantagens que possam eventualmente adquirir.
Sinto abrir os olhos de quem não consegue ver, mas a direita rouba também, igualzinho a esquerda, sem tirar nem pôr, ou melhor, tirando sem pôr, mas com um agravante, ela furta na calada da noite, pois dona que é dos meios de informação, faz-se invisível para poder voltar e roubar novamente e é isso que veremos no futuro, não nos esqueçamos que ACM é “democrata”, apenas pra citar um nome dentre muitos. Esta é a verdade queiram ou não acreditar, o grande problema é que quando finalmente nos damos conta disso é que caímos na triste realidade, não temos onde nos enquadrar, pra onde olhamos há erro e podridão, e é disso que temos medo, de ter que pensar e fazer diferente, o mesmo discurso é sempre mais fácil: “Somos esmagados pelos poderosos” ou “Findo um dia de ação democrática-popular-revolucionária, os mauricinhos e granfininhos...”, pelo amor de Deus, é literalmente o sujo falando do mal lavado.
Discutamos os conceitos, o que efetivamente é certo e o que é errado, o que respeita ou não ao cidadão, os ganhos e perdas de uma política econômica eficiente analisando o aspecto global e lembrando que não existe remédio econômico que não tenha efeito colateral. A Economia é mutável enquanto ciência que analisa as relações humanas, que também são mutáveis e apresentam variáveis tão diversas que em alguns momentos se revelam impossíveis de mesurar. Sabido isso um norte deve existir sobre todas as coisas: a transparência e o respeito às instituições e às pessoas. Aceitos tais pré-requisitos, ser de esquerda, direita, centro ou o que mais existir não fará diferença, pois tal representará apenas identificação pessoal. A ética, resultado dos costumes que tem que ter incutido o respeito às liberdades individuais garantirá por si só o bom desempenho dos nossos representantes independendo a técnica de gestão do Estado.
Mas pra não perder o costume de dar uma espetada:
“O Brasil é o único país em que puta goza, traficante é viciado, cafetão sente ciúme e pobre é de direita” - Tim Maia