Tuesday, March 24, 2009

Torcendo contra!!!













É entristecedor quando a irresponsabilidade e os interesses escusos superam o compromisso com a verdade. Pode até ser verdade a manipulação dos números, porém um ente público como este jornal, tem no mínimo em respeito aos seus leitores,de comprovar uma acusação tão séria e não, se permitir a elocubrações mal intencionadas. Nosso País e seus cidadãos são reflexo desta mídia que ao que parece, torce por nossa queda porque afinal, é a desgraça que vende jornais.

Monday, December 01, 2008

Empresas e a crise...

Na edição atual da revista exame, logo na capa, os analistas de mercado fazem um mea culpa sobre a surpresa com a qual esta crise nos apanhou. O título é “para que servem os analistas” e questiona como podem os “gurus da economia” ser tão limitados ao fazer previsões.
Acho que a preocupação em não causar pânico entre os investidores blindou as previsões dos principais analistas de mercado, que mesmo sabendo do imenso desequilíbrio da economia mundial no período que precedeu a dita crise, calaram-se na ânsia de identificar e resolver o problema nos bastidores.
O fato é que nas palavras de Delfim Neto, as relações econômicas de mercado apenas funcionam envoltas por um gás catalisador de reações, chamado confiança, e se este faltasse apenas teríamos antecipado os acontecimentos que hoje vemos presentes em nosso quotidiano.
Neste ínterim, empresas como a PETROBRAS apenas seguiram junto à correnteza, pois não poderiam agir de forma diferente e permitir que se escasseasse aquele tão estimado gás, o que resultaria em forte questionamento por parte do mercado. Não foi simplesmente pega de surpresa, fez-se uma aposta que se não fosse bancada, pior teria acontecido.
O que não podemos perder de vista é que passamos por uma crise, não em intensidade, mas em abrangência muito maior que a de 1929 e creiam-me, o tamanho é muito mais crítico que a intensidade em termos de economia.
O que posso por fim dizer é que vai demorar pra passar, e quando passar, ainda nas palavras de Delfim Neto, todo remédio pra uma crise econômica instala o embrião de outras duas crises a estourar num futuro, e aí espero eu, bastante distante.
Dito isto, “apertemos os cintos” e curtamos a viagem...

Tuesday, September 09, 2008

Ter ou Ser Ir.´.

Na edificação dos costumes e da vivência em sociedade, o construtor e sua obra têm ligação intrínseca em todas as fases do projeto, pois não pode o pedreiro iniciar qualquer trabalho se eximindo da responsabilidade sobre os efeitos que este venha a influenciar durante ou após sua execução. Sendo assim, menos ainda pode o pedreiro livre deixar de medir a todo tempo a marca de sua trajetória como edificador de posturas e conceitos no que concerne o trato e relacionamento entre os irmãos ou profanos do mundo exterior. Neste contexto, o desbastar da pedra bruta não é uma atitude isolada, ela permeia a todos quantos a volta do novo ser acompanham este processo de transformação e neste momento, suas vidas também acabam por ser transformadas, na reação em cadeia onde os bons costumes e a retidão das ações devem ser como o maço, instrumento de força que as imprime nos corações da eternidade.
A postura correta do pedreiro livre, entretanto, esbarra nas entrelaçadas relações do quotidiano enquanto na correria do dia a dia esquecemo-nos até mesmo de quem somos e do novo papel que hora passamos a desempenhar na sociedade. Nestes momentos devem sempre ser lembradas as palavras do V.´.M.´. no encerramento, suscitando diligência, moderação e prudência, cernes da formação moral aprendidas no seio de nossa casa perfeita e às vezes esquecidas ao nos depararmos com os desafios do dia a dia exaustivo. As promessas solenes de amparo, assistência, tolerância e bondade jamais devem estar submersas nos pesados afazeres ou perderemos nossa identidade de homens pinçados da turba e diferenciados da maioria, negando a formação justa e perfeita que como uma dádiva recebemos, permitindo ao mundo que julgue o trabalho de nossa oficina, em vão.
As belíssimas palavras de Davi também nos remetem a um maior sentimento sobre nosso comportamento não apenas em loja, mas no mundo profano também, pois ao citar “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”, devemos lembrar-nos que no início dos tempos todas as criaturas tiveram origem num só criador, o Senhor que como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, ordena a vida e a bênção para sempre.
Somos de fato então todos irmãos, pois somos filhos de um mesmo Pai cuja harmonia e amor nos foram magistralmente ensinadas pelo Divino Mestre, as quais devem ser cultivadas a cada manhã, partes que são da lista de bons ofícios que deve professar o verdadeiro pedreiro livre e de bons costumes. Enganamos-nos, porém, se pensamos que ter irmãos nos basta, pois neste momento o verbo “ser”, também diferencia-nos da mesmice que ronda a humanidade onde todos buscam “ter”, muitas vezes sem o merecer. Devemos nos esmerar em “ser” irmãos, pois o que o é, é por si só, não esperando mais por isso. Ser irmão é estar disposto a servir sempre a todos os que têm direito aos nossos bons ofícios, ou seja, a sociedade, esta que milita na escuridão, cega a beira do abismo implorando por um fio de esperança, que apenas os atos de homens completos e de bons costumes e, sobretudo, responsáveis por suas ações, podem multiplicar.

Termino com a famosa frase de Voltaire:

“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas morrerei lutando para que tenhas o direito de dizê-las.”
Voltaire.

Saturday, May 24, 2008

Alimentos, EUA e biocombustíveis.

Pasmem, em pleno Séc. XXI tem gente querendo desenterrar a teoria Malthusiana do Séc XVIII, que dizia ser a fome inevitável, pois a oferta de alimentos crescia em progressão aritmética enquanto a população em progressão geométrica. Isso se faz lamentável e sem sentido visto que os níveis tecnológicos garantem a produção alimentícia dentro da quantidade necessária à vida, e isso a biotecnologia já comprovou faz muito tempo. Infelizmente, porém, tal não significa que o problema não exista, ocorre que a oferta de alimentos vem sendo questionada com base num indicador muito caro aos analistas de mercado, o preço, e muitas vezes este sintoma gera os diagnósticos errados, o que o torna extremamente perigoso. Assim, proponho uma mudança de ponto de vista, quando muitos acreditam no preço como balizador das decisões econômicas, afirmo sem medo que ele é simplesmente um sintoma de doenças que de tão diversas não podem ser diagnosticadas com análises superficiais, senão corremos sempre o risco de aplicação do remédio errado.
O preço, sempre foi entendido por muitos como resultado do equilíbrio entre a oferta de um bem e a procura por este mesmo bem e isso sim em parte está certo, o que não podemos esquecer é que com as interfaces dos mercados, especulações, crises cambiais e reflexos de variações de preços de outros produtos, a “lei da oferta e procura” já não explica tanto a variação de preços dos bens. Passamos atualmente por uma crise, mas não de oferta, como muitos querem por motivos puramente políticos que acreditemos. Nossa crise reflete-se no nível de preços, mas não temos um estudo claro indicando diminuição na produção de alimentos, ou aumento na diferença percentual do crescimento populacional em relação ao crescimento da produção de gêneros alimentícios. Temos sim, fatores outros que impulsionam os preços dos alimentos aos altos níveis encontrados nos mercados finais e o principal deles é a crise americana.
Tal crise nasceu de erros econômicos substanciais do Banco Central americano, cuja postura extremamente não intervencionista permitiu ao mercado que se auto gerisse por demasiado tempo, causando caos e insegurança na economia. Primeiro permitiu a concessão de crédito indiscriminado pelos bancos, que irresponsáveis inundaram o mercado de moeda, crendo que a utilização dos imóveis dos solicitantes dada como garantia, fosse o suficiente para forçá-los a honrar seus compromissos. Não o foi. Nem a postura fortemente arraigada no coração do americano de apego à sua propriedade, reflexo do patriotismo e do modelo de colonização da América do Norte foi suficiente para que os SUB-PRIME, denominação dada aos clientes que precisam apresentar garantias em troca de empréstimos, pagassem suas hipotecas, dado que foram concedidos empréstimos a quem efetivamente não teria condições de honrá-los. O alto nível de inadimplência causou a tomada dos imóveis pelos bancos, que os precisavam revender no mercado a fim de recuperar a liquidez emprestada. Aí funcionou a lei de oferta e procura, pois com muitos imóveis a venda e poucas pessoas para comprá-los a queda de preços destes foi inevitável, redundando que os bancos quando conseguiam vender os bens tomados sequer recuperavam o valor que haviam emprestado, e o resultado, bancos quebrando e sérios problemas financeiros na economia como um todo.
O interessante é que sim, este fato reflete no nível geral de preços de alimentos. A crise americana vem causando queda no valor do dólar, moeda conversível que cota o valor das comodities em quase todos os principais mercados futuros. Importante frisar que quase todos os alimentos têm seus preços pré-determinados neste mercado e o que ocorre é que os investidores forçam os preços dos alimentos nele, a fim de compensar as perdas com a moeda em forte queda. Outro ponto em que a crise afeta o preço dos alimentos é no sentido da concessão de crédito ao produtor, que diminui, dada a situação financeira das instituições bancárias e ao arrocho na política fiscal dos EUA, necessária após tantos anos de descaso. Decisões errôneas quanto aos biocombustíveis também colocam os Norte americanos como pivôs da crise citada, pois a utilização do milho para produção de ETANOL encarece o produto que é a base da alimentação, como exemplo, da população mexicana e ainda é fundamental para utilização como comida para o gado, causando aumento até mesmo nos preços da carne.
O fato é que o foco da discussão sobre os preços dos alimentos tem sido meramente político, com a ONU criticando fortemente os biocombustíveis no Brasil e acusando-nos de permitir a transformação de áreas agrícolas alimentícias em campos de produção de combustíveis. Em princípio, por menor que seja o conhecimento sobre o assunto, teríamos que ter uma influência muito maior do que efetivamente temos na oferta mundial de alimentos para causar uma variação tão grande nos seus níveis de preços, e ainda não somos o celeiro do mundo para tanto. Já a economia americana, está enraizada, visto ser a maior economia do planeta, nas economias periféricas de tal forma que os reflexos de suas decisões se fazem sentir instantaneamente nos quatro cantos da terra.
A produção de biocombustíveis hoje deve ser entendida como uma benesse ao nível geral de preços dos alimentos, pois mesmo parecendo controverso e a economia faz isso às vezes, um dos custos que mais altera o preço do produto final seja ele alimento ou qualquer outro, é o transporte. Com a alta dos preços do petróleo batendo recordes acima de recordes, o custo para levar o alimento aos centros consumidores se eleva sobremaneira e uma forma de reduzirmos este montante é amenizando este custo. Os biocombustíveis representam assim uma saída para o problema e não sua causa.
Enxergar a economia como uma confluência de fatores é necessário para que não sejamos apanhados pelos imbróglios dos que querem esconder suas mazela e malfeitorias. Culpando aqueles que os ameaçam com seu crescimento de seus próprios atos irresponsáveis, sua empáfia de donos da verdade e seu trabalho covarde de bastidor, utilizam organismos internacionais para satisfação de seus planos malignos sem piedade dos que deles não sejam considerados concidadãos.


“O trabalho teórico faz mais pelo mundo que o trabalho prático; se o mundo das idéias for revolucionado, a realidade não poderá permanecer tal que é.”
Hegel

Monday, July 23, 2007

Sobre o desastre aéreo...

A dinâmica no mercado de transporte aéreo no Brasil sofreu uma modificação quase que extrema de alguns anos pra cá. Lembro-me de um passado não tão remoto quando da existência da Transbrasil, Vasp entre outras, que voar era privilégio de poucos e tal realmente se justificava pelo conforto encontrado mesmo nas classes econômicas.
Com a alteração desta realidade meio que forçada por novas companhias como a Gol e mais recentemente BRA, descobriu-se que atender a um novo nicho de mercado seria possível. O problema é que isso forçou as grandes companhias a se adequarem para poderem sobreviver e a TAM é um exemplo clássico disso.
A "universalização" do espaço aéreo sempre se fez necessária, mas não pode ser feita a custa de economias burras, onde equipamentos com manutenibilidade atrasada, aeronaves inseguras e “over-bookings” da vida assombram aqueles que delas precisam fazer uso. Em verdade, afirmo não poder pairar nenhuma dúvida sobre a confiabilidade de um equipamento que funciona sobre condições tão severas e cuja falha possa vir a ser tão catastrófica.
Quando digo isso, falo também de todo o sistema aéreo nacional, afinal, este trata do mesmo assunto e vem sendo gerido com a mais pura falta de senso administrativo, o que somado aos dados anteriores nos traz uma mistura perdoem-me a expressão, fatalmente explosiva.
Nessa história toda, os ânimos políticos se acirram e as balanças pendem para os lados menos racionais sem que se faça uma avaliação efetivamente equilibrada dos fatos que redundaram na tragédia do vôo 3054 da TAM. Concordamos todos, o quanto este governo tem sido incompetente em direcionar as devidas reformas em todos os sentidos da cadeia gerencial do Estado e não apenas no Sistema de Tráfego Aéreo, mas imputar a este toda a responsabilidade do acidente isentando a empresa aérea, sabido que o piloto desceu numa velocidade ao menos três vezes maior que a normal com um equipamento limitado em sua capacidade de utilização pela falta de um dos reversores, numa pista que não é de hoje e pelo menos não deste governo, sabe-se defeituosa. Não seria um pouco demais?
A caça às bruxas é natural nestes casos, o que incomoda é a falta de critério nesta busca, pois queimar a feiticeira errada permitiria à verdadeira continuar a solta por aí e pior, nos faria cúmplices de uma nova tragédia que não tarda acontecerá se algo verdadeiramente sério não for feito. Sinto saudades do tempo em que a única modificação percebida nesta nova fase da aviação nacional era o modo como a refeição passou a ser servida, sem tanta pompa, mas a um custo de bilhete mais acessível e enquanto o avião ainda era o meio de transporte mais seguro do mundo. Temo que a ganância e a guerra pela maximização ignorante dos lucros tenham sepultado junto às vítimas desta tragédia nacional, mais esta bela verdade.

“Numa guerra, a primeira vítima é a verdade”

Friday, June 15, 2007

Que diferença faz

Perdi a capacidade de me indignar, lamento, mas em compensação ainda acho algumas coisas no mínimo engraçadas. Por exemplo, me trazem às gargalhadas frases feitas e imbróglios armados por quem claramente se beneficia da opinião dada. Sempre acreditei que opiniões visam enriquecer um contexto e não trazer benefícios unilaterais e neste aspecto, quando leio sites ou autores de direita falando mal da esquerda e vice-versa me questiono qual a real intenção daquele ou aqueles indivíduos durante tal ação.

Por mais que tentem me vender a idéia de que ladrão e qualquer outra coisa sejam sinônimos, ladrão pra mim será sempre ladrão, independentemente de ser de esquerda, direita, centro ou seja lá o que ainda se venha a inventar, como os tais dos democratas por exemplo. Governos neoliberais se sucederam neste país e nada fizeram, muito pelo contrário, utilizaram um poderoso conhecimento de macroeconomia para maquiar as contas públicas, cresceram de forma vergonhosa, aumentaram assustadoramente nossa dívida interna em troca de uma sensação passageira de estabilidade e roubaram, roubaram muito, com a aquiescência desta mesma mídia que hoje aponta o dedo em direção àqueles que os sucederam a qual calou-se, calou-se repito porque simplesmente a sua opinião é condicional às vantagens que possam eventualmente adquirir.

Sinto abrir os olhos de quem não consegue ver, mas a direita rouba também, igualzinho a esquerda, sem tirar nem pôr, ou melhor, tirando sem pôr, mas com um agravante, ela furta na calada da noite, pois dona que é dos meios de informação, faz-se invisível para poder voltar e roubar novamente e é isso que veremos no futuro, não nos esqueçamos que ACM é “democrata”, apenas pra citar um nome dentre muitos. Esta é a verdade queiram ou não acreditar, o grande problema é que quando finalmente nos damos conta disso é que caímos na triste realidade, não temos onde nos enquadrar, pra onde olhamos há erro e podridão, e é disso que temos medo, de ter que pensar e fazer diferente, o mesmo discurso é sempre mais fácil: “Somos esmagados pelos poderosos” ou “Findo um dia de ação democrática-popular-revolucionária, os mauricinhos e granfininhos...”, pelo amor de Deus, é literalmente o sujo falando do mal lavado.

Discutamos os conceitos, o que efetivamente é certo e o que é errado, o que respeita ou não ao cidadão, os ganhos e perdas de uma política econômica eficiente analisando o aspecto global e lembrando que não existe remédio econômico que não tenha efeito colateral. A Economia é mutável enquanto ciência que analisa as relações humanas, que também são mutáveis e apresentam variáveis tão diversas que em alguns momentos se revelam impossíveis de mesurar. Sabido isso um norte deve existir sobre todas as coisas: a transparência e o respeito às instituições e às pessoas. Aceitos tais pré-requisitos, ser de esquerda, direita, centro ou o que mais existir não fará diferença, pois tal representará apenas identificação pessoal. A ética, resultado dos costumes que tem que ter incutido o respeito às liberdades individuais garantirá por si só o bom desempenho dos nossos representantes independendo a técnica de gestão do Estado.

Mas pra não perder o costume de dar uma espetada:

“O Brasil é o único país em que puta goza, traficante é viciado, cafetão sente ciúme e pobre é de direita” - Tim Maia

Saturday, October 07, 2006

Mentiras que os Neoliberais contam...

Da série mentiras que os neoliberais contam, trago mais algumas aos que compartilham da ilusão de que ter mais um neoliberal no poder é um bom negócio. Insisto neste assunto, pois infelizmente ainda enxergo com certo temor os seduzidos pela campanha marketiana da direita brasileira. O assunto batido e lamentavelmente eficiente da corrupção vem enchendo minhas caixas de email e me entristecendo de forma tamanha, que acabo por fazer algo que não me agrada. Endureço o discurso. Primeiro concordo, a corrupção governamental está insuportável e que nada justifica tamanha falta de ética, resultado de pura falta caráter no real sentido da palavra. Não concordo que o nível de corrupção tenha alcançado níveis maiores que no governo anterior, pois em verdade estes eram os mesmos níveis ou até piores, apenas contavam com a boa vontade da mídia que não os expunha como agora o faz (por que será?). Por nuances ligadas ao processo democrático, hoje simplesmente a competição eleitoral nos agracia com mais informações que normalmente teríamos se fosse a direita neoliberal que estivesse no poder e acho isso tão saudável, que me atrevo a dizer que é melhor que não ver corrupção alguma, pois é sabido que ela ainda existiria camuflada por interesses escusos como ocorreu no governo Tucano.
A plataforma de governo neoliberal é a mesma de que se houve falar a séculos, galgada na mais pura filosofia da “não intervenção do estado na economia”, a qual aprendemos nas aulas de história na oitava série, como sendo a estratégia da burguesia para que pudessem auferir cada vez maiores ganhos em detrimento das classes baixas, que no mundo real em que vivemos jamais conseguiria exercer seus direitos básicos sem alguma intervenção do Estado, afinal, de nada serve um Governo senão para organizar e prover o bem estar social generalizado, independente de classe ou ideologia.
A estratégia neoliberal hoje infelizmente não apresenta claramente sua nuance predadora do Estado, sua evolução através dos tempos lhe mostrou que seria necessário se travestir de cordeiro para chegar ao fim desejado, além de engendrar uma série de artimanhas básicas que visam podar o Governo do seu poder econômico, por meio de privatizações que entregariam toda a máquina estatal, relegando ao estado a função de mero observador e ao cidadão comum o valor de mera mercadoria regulada pelas leis econômicas de oferta e procura, mas não é apenas isso, tal fato acaba por se refletir na carga tributária que o indivíduo é obrigado a pagar, tendo sido o estado desprovido destas receitas tomadas pela privataria, arrocha o cidadão que não escolheu vender a Vale do Rio Doce (maior mineradora do planeta), mas é o principal prejudicado com a decisão.
O crescimento econômico aparece como um oásis no deserto, algo que se deva alcançar como meta superior de existência, dito isso, afirmo que crescer é preciso, mas dentro de um modelo que não esmague o cidadão. Comparar e exigir que o país cresça como crescem alguns países do mundo é pura propaganda política, para tanto, o país teria que mergulhar fundo e entrar de vez nos trilhos do neoliberalismo capitalista ou usar de artifícios ilícitos como faz a China, desvalorizando sua moeda artificialmente, forçando sua população a arcar com jornadas de trabalho desumanas ou criando leis de exigências de associação a empresas locais por empresas estrangeiras que queiram se estabelecer no país, visando furto de tecnologia e inundando o mercado mundial com pirataria. Crescer 10% assim, é mole.
Outra falácia da direita é a insistência de que se pode baixar os juros sem o aumento da temida inflação, o “beabá” da economia prova isso impossível, simplesmente porque juros baixos aumentam a quantidade de dinheiro circulante que pela lei da oferta e procura torna mais abundante a quantidade de dinheiro disponível o que gera por si só o aumento dos preços no mercado. No mundo inteiro, bem como no mandato FHC, as altas taxas de juros são usados para o controle da inflação e não existe outro método mágico como querem nos fazer acreditar os magos do entreguismo neoliberal para mantê-la sob controle. Dizer que vai baixar os juros e não apresentar como, é mole.
Por estas e outras, merecer o meu voto, nenhum deles merece, mas tenho preocupações maiores e que dizem respeito às “reformas neoliberais“ que podem tornar a construção de um país realmente igualitário e que legisla e governa pra quem efetivamente precisa, impossível. Por fim tenho a coragem de não me omitir, estou com o “menos mal” sim, primeiro pelo uso das pérfidas ferramentas políticas da direita, que se recusa a discutir idéias, pois se envergonha das suas próprias ideologias e finalmente pela crença de que as instituições democráticas vencerão as batalhas contra os mensalões e sangue-sugas da vida, onde a esquerda brasileira tem papel vital, pois dela depende a sobrevivência da esperança de milhões de cidadãos que acreditam em dias melhores que apenas um Estado estruturado e preparado com todas as ferramentas de gestão e aquisição de recursos, pode proporcionar.